Projecto n.º 1, 6ª configuração para os edifícios da Baixa 

Tinta-da-china e aguarela s/ papel
Eugénio dos Santos Carvalho
c. 1756
Dim.: 317 mm X 630 mm
Museu da Cidade


Após o grande terramoto de 1755, a malha urbana da cidade de Lisboa, vai ser profunda e definitivamente alterada. A devastação provocada pela catástrofe promove a necessidade de uma reconstrução rápida, procurando a correcção e o melhoramento da Urbe.
O traçado labiríntico da cidade anterior ao sismo, documentado, entre outros, no levantamento feito em planta por João Nunes Tinoco cerca de 1650, dá origem, na zona baixa, a uma cidade de planta ortogonal, centrada entre duas grandes praças, a do Comércio (antigo Terreiro do Paço) e a do Rossio, estabelecendo entre ambas, um traçado racional de ruas paralelas e perpendiculares. A Casa do Risco é constituída como o garante da execução das ideias chave do projecto aprovado e ao mesmo tempo, elemento uniformizador do património a construir.
Nesta “Nova Baixa” de planta geométrica os edifícios vão ser submetidos a uma tipologia rígida. Todas as fachadas são idênticas, diferindo apenas a altura máxima e nº de pisos, em função de se encontrarem em vias consideradas principais ou secundárias.
Este desenho, exemplo de um alçado-tipo, mostra-nos um edifício de três andares, onde todas as cantarias de portas e janelas, bem como o ferro forjado utilizado nas sacadas que pontuam o andar nobre, são idênticas. São visíveis entre os telhados, a utilização de paredes cegas entre os edifícios, com a função de impedir a propagação de incêndios. Pormenor de frades no passeio. Do lado direito, apresenta planta imposição dos edifícios projectados na rua.