A Direção-Geral da Administração e do Emprego Público (DGAEP)
celebrou um Protocolo de Cooperação com o Instituto Superior de Ciências
Sociais e Políticas da Universidade de Lisboa (ISCSP-ULisboa), com vista ao
desenvolvimento de iniciativas conjuntas nas áreas da Administração e Gestão
Pública.
O acordo prevê a realização de ações de formação, projetos
aplicados, estágios e outras iniciativas de natureza técnico-científica,
incidindo em domínios como gestão de pessoas, desenvolvimento de competências e
qualidade na Administração Pública.
Está igualmente prevista a criação de uma comissão de
acompanhamento e monitorização das ações desenvolvidas, reforçando a
articulação institucional entre as duas entidades.
Com este protocolo, assinado entre o Diretor-Geral da DGAEP, Bruno
Miguel Santos, e o Presidente do ISCSP-ULisboa, Professor Ricardo Ramos Pinto,
a DGAEP consolida a sua estratégia de cooperação com o ensino superior,
contribuindo para a qualificação da Administração Pública e para a aproximação
entre o meio académico e a prática administrativa.
Cooperação com a Universidade de Évora
No âmbito dos acordos de estágio curricular
celebrados com a Universidade de Évora, a DGAEP está a acolher, até finais de
maio, um grupo de estudantes da licenciatura em Informática para a realização
de estágios na Divisão de Transição Digital e Segurança da Informação (DTDSI).
Os estágios proporcionam experiência prática em
contexto real de trabalho, reforçando a articulação com o ensino superior e a
valorização de talento jovem.
Na foto: o Diretor-Geral da DGAEP, Bruno Miguel Santos, e o Presidente do ISCSP-ULisboa, Professor Ricardo Ramos Pinto

© ISCSP
A SIEP é
uma publicação trimestral de divulgação dos principais indicadores estatísticos
sobre emprego público.
Nesta
edição da SIEP divulgam-se os dados de emprego e remunerações recolhidos
através do Sistema de Informação da Organização do Estado (SIOE) para o
setor das Administrações Públicas, com referência ao 4.º trimestre de 2025.
É igualmente disponibilizado um capítulo de indicadores estatísticos de síntese
sobre emprego e remunerações no universo das empresas públicas, demais pessoas
coletivas públicas e outras entidades públicas que compõem os subsetores das
sociedades não financeiras e financeiras do setor público.
1. EMPREGO
A 31 de dezembro de 2025, o emprego no setor das administrações públicas
situou-se em 766 278 postos de trabalho, assinalando um aumento de 1,7% (+
12 721 postos de trabalho) em termos homólogos e um aumento de 0,9%
(+6 841 postos de trabalho) face ao trimestre anterior. Em comparação a 31
de dezembro de 2011 (início da série), o aumento foi de 38 577 postos de
trabalho (+5,3%).
Variação homóloga
A variação de
1,7% resultou sobretudo do crescimento na administração central (+9 171 postos de
trabalho) e na administração local (+4 057 postos de trabalho), enquanto
nas administrações regionais dos Açores e da Madeira, e também nos fundos de
segurança social, registaram-se reduções de emprego.
O aumento
homólogo do emprego nas administrações públicas ficou a dever-se,
essencialmente à variação nas carreiras de técnico superior (+4 267 postos de
trabalho), assistente operacional (+2 249), enfermeiro (+1 347),
assistente técnico (+1 231) e de educadores de infância e docentes do ensino básico e
secundário (+1 020).
Na
administração central, o aumento face ao 4º trimestre de 2024 (+1,6%) teve
origem sobretudo nas áreas governativas da Saúde e da Educação, Ciência e
Inovação. No caso da Saúde, o aumento de 3 960 postos de trabalho resultou
principalmente de acréscimos nas carreiras de enfermeiro (+1 222 postos de
trabalho), assistente operacional (+627), assistente técnico (+554), na
carreira médica (+484), nos técnicos de diagnóstico e terapêutica (+403) e nos
técnicos superiores (+338). Na área governativa da Educação, Ciência e
Inovação, o aumento de 3 320 postos de trabalho ocorreu sobretudo na carreira de educadores
de infância e docentes do ensino básico e secundário (+1 108), nos
assistentes operacionais (+1 040), na carreira de docente do
ensino universitário (+730) e nos técnicos superiores (+578).
Na
administração local, a variação homóloga positiva (+2,9%) resultou
principalmente do aumento de emprego público nos municípios e nas freguesias.
Nos municípios, o acréscimo de 2 839 postos de trabalho resultou
sobretudo de mais trabalhadores nas carreiras de técnico superior, assistente
técnico e assistente operacional (+1 482, +758 e +497 postos de
trabalho, respetivamente). Nas freguesias, o maior contributo para o aumento de
851 postos de trabalho foi dado pela carreira de assistente operacional.
Variação no trimestre
Em comparação com o trimestre
anterior, o aumento de 6 841 postos de trabalho nas administrações públicas foi
impulsionado, em grande parte, pelo aumento na administração central (+6 653 postos de
trabalho) e ocorreu, sobretudo, nos Estabelecimentos de Educação e Ensino
Básico e Secundário (+4 386) e nas Unidades Orgânicas de Ensino e Investigação (+1 982).
O maior contributo para o aumento
na administração central ocorreu nas carreiras de educadores de infância e
docentes do ensino básico e secundário, bem como dos docentes do ensino
superior (respetivamente, +3 485 e +1 799 postos de
trabalho do que no final do trimestre anterior) e de técnico superior (+1 017, em parte
nos estabelecimentos de ensino básico e secundário, no âmbito das AEC -
atividades de enriquecimento curricular), refletindo o processo de início do
ano letivo. Destaca-se também o contributo positivo para o aumento de emprego
face ao trimestre anterior proveniente das carreiras das Forças Armadas (+616)
e de enfermeiro (+423).
Em sentido contrário, assinala-se
a diminuição de 1 315 postos de trabalho na área governativa da Administração
Interna, em parte decorrente da cessação de contratos a termo na GNR para apoio
na vigilância das florestas no verão.
Outros
indicadores de emprego
Considerando a estrutura por
subsetor do emprego no setor das administrações públicas a 31 de dezembro de
2025, verifica-se que 74,6% dos trabalhadores encontrava-se em entidades da
administração central, 18,8% na administração local, 5,3% na administração
regional e 1,3% nos fundos de segurança social, refletindo um ténue aumento do
peso da administração central face ao trimestre anterior.
O emprego
no setor das administrações públicas representava 7,1% da população total
(rácio de administração), 13,5% da população ativa e 14,4% da população
empregada, refletindo um ligeiro aumento do emprego público na população total
e no mercado de trabalho face ao trimestre anterior.
Os postos
de trabalho nas administrações públicas ocupados por mulheres representavam
17,1% da população ativa feminina e 18,3% da população empregada feminina do
país.
No final
do 4.º trimestre de 2025, a taxa de feminização nas administrações públicas
fixou-se em 62,7%, registando um acréscimo de 0,2 p.p. face ao trimestre
anterior. Com exceção da administração local, cuja taxa se situou em 47,4%
(+0,1 p.p. face ao trimestre anterior), todos os subsetores apresentaram taxas
de feminização superiores à média da população ativa (49,5%). Os fundos de
segurança social registaram a taxa de feminização mais elevada (82,2%),
seguindo-se a administração regional da Madeira (69,0%) e a administração
regional dos Açores (66,0%). A administração central apresentou uma taxa de
feminização de 65,8% (+0,1 p.p. face ao trimestre anterior), também superior à
média das administrações públicas.
No
trimestre em análise, a taxa de feminização nas administrações públicas é mais
elevada no grupo de pessoal de saúde, exceto médico (83,6%), seguindo-se os
grupos/carreiras de assistente técnico, pessoal docente, pessoal de justiça,
técnico superior, magistrados e médicos, com taxas de feminização acima do
valor médio nas administrações públicas (62,7%).
Em sentido
inverso, os grupos de pessoal bombeiro/polícia municipal, Forças Armadas e
segurança, informático, representantes do poder legislativo e executivo e
diplomata, as mulheres representavam a menor proporção de trabalhadores, com
valores da taxa de feminização inferiores a 30%.
A 31 de dezembro de 2025, quase dois terços dos trabalhadores das
administrações públicas estavam nas carreiras gerais (171,2 mil assistentes
operacionais, 93,2 mil assistentes técnicos e 87,7 mil técnicos superiores) ou
na carreira de docente da educação pré-escolar do ensino básico e secundário
(142,7 mil). No seu conjunto, as carreiras com maior número de trabalhadores
representavam 86,3% do total dos trabalhadores das administrações públicas.
A carreira
com maior variação absoluta positiva homóloga foi a de técnico superior, que
registou um aumento de 4 267 trabalhadores (+5,1%). A maior diminuição absoluta
e percentual face ao 4º trimestre de 2024 ocorreu no pessoal da administração
tributária e aduaneira (-675 trabalhadores, correspondendo a -8,2%),
principalmente em resultado de saídas por reforma/aposentação ao longo do ano.
Considerando a distribuição por grandes grupos de atividade económica, a 31
de dezembro de 2025 a estrutura do emprego nas administrações públicas estava
repartida entre as áreas da Administração pública e defesa; segurança social
obrigatória (39,5%), Educação (33,9%), Atividades de saúde humana e ação social
(22,6%) e Outras atividades (4,1%).
2. REMUNERAÇÕES
Em outubro
de 2025, o valor da remuneração base média mensal dos trabalhadores a tempo
completo no setor das administrações públicas situava-se em 1 885,1€,
correspondendo a uma variação global média de +0,5%, face a julho de 2025, e a
uma variação homóloga de +5,9%. Este crescimento é resultado da conjugação de
vários fatores, tais como: a atualização do valor da RMMG para 870,00€ e do
valor da BRAP para 878,41€, a aplicação das medidas de valorização
remuneratória aprovadas para os trabalhadores em funções públicas e a entrada e
saída de trabalhadores com diferentes níveis remuneratórios.
O ganho
médio mensal nas administrações públicas é estimado, para outubro de 2025, em 2 260,9€,
correspondendo a uma variação trimestral de +0,3% e a uma variação homóloga de
+5,6%. A variação homóloga resulta do aumento da remuneração base média mensal,
e das restantes componentes do ganho, como subsídios, suplementos regulares e
pagamento por horas de trabalho suplementar.
Consultar a SIEP